Prémios de Excelência 2015


Na hora de atribuir o Prémio de Excelência 2015 ao Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 2002 e ao Palácio da Bacalhôa 2009 , a Revista de Vinhos não poupou nos elogios.

Relativamente ao Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 2002, o destaque vai para a raridade da casta: "Desta casta pode dizer-se que foi, em jeito de ditado inglês, "saved by the bell", quase in extremis, quando estava à beira da extinção. O esforço conjunto das principais empresas da região possibilitou que esse cenário triste fosse arredado de vez e permitiu também que se voltassem a fazer vinhos generosos com esta uva magnífica. O Roxo, que é menos afirmativo em novo do que a variedade mais usada na região, o Moscatel de Alexandria, origina, no entanto, vinhos que ganham imenso com o tempo em cave. Na Bacalhôa tem-se trabalhado afincadamente para que a casta regresse ao convívio dos apreciadores com brilho e com a dignidade que merece. Este 2002 é disso um bom exemplo, um vinho que se mastiga, que tem um final longo a uvas-passa. Setúbal fica mais rico com vinhos destes".

Notas de prova: Aroma exuberante, flores secas, anis, doce de figo e algum marmelo, tudo em grande nível. Prova de boca com muita força, doce mas sustentando garra, macio e muito saboroso centrado na passa, fruto em calda (figo de mel) e alguma especiaria. Termina glorioso, fresco e muito longo. Belíssimo.

O Palácio da Bacalhôa 2009, um vinho icónico que produzimos na Península de Setúbal desde o ano 2000, os elogios também não se esgotam: "Há muitos anos que na Bacalhôa se sabe trabalhar bem o Cabernet Sauvignon e o Merlot. Ainda na década de 80, e quanto tal era absoluta novidade entre nós, surgiram os primeiros vinhos desta castsa, o Quinta da Bacalhôa e, no caso do Merlot, o Má Partilha. Bem mais tarde apareceu a marca Palácio da Bacalhôa, que se distingue da outra por ter maior percentagem de Merlot, ou seja, tornando o vinho mais próximo do modelo dos tintos do Médoc. Este é um vinho que expressa muito bem o modelo em que se inspira: não só é um belo tinto para consumo em novo como evolui muito bem em cave, dando prazer por muitos anos. Este tinto brilhou no painel de prova da região e as opiniões foram unânimes: grande tinto, com a classe e a garra do Cabernet e o aveludado do Merlot. Um vinho que dá imenso prazer a beber".

Notas de prova: Notas vegetais no aroma, perfil com finura, directo e cheio, apimentado, com a textura de boca a mostrar um tinto rico, aristocrata, cheio de vigor contido e com imensa classe.